quarta-feira, 11 de março de 2009

Condomínio de passarinhos


É frustrante sentir a primavera batendo à porta e possuir apenas estes vasos para recebê-la. Pudera morar numa casa com um jardim. Me bastariam dois metros de terra. Para poder observar de perto o microcosmo de insetos em festa pela chegada da abundância, em simbiose com a força dos brotos.

Quem já está em alvoroço há mais de uma semana, e já às 5 da manhã, são os passarinhos. Todos os anos eles formam uma espécie de condomínio ornitológico sobre a imensa árvore de magnólia, logo ao lado da janela do meu quarto. A árvore tem mais de 10 metros de altura, e cada espécie parece ocupar os respectivos andares. Os menores no alto e os maiores em baixo, onde há mais espaço entre os galhos.

O minicondomínio neste período é uma alegre orquestra. Eles transam, cantam, constroem seus ninhos, alimentam seus filhotes e fazem arruaças já de madrugada. E brigam, como qualquer condômino humano! Ao entardecer, realizam até happy-hours quando retornam à casa. E lá pelas 9 da noite, já cansados, todos entram num profundo sono.

São estas pequenas criaturas de primavera que me dão a grande inspiração para repensar a vida. E de querer arejar também o meu microcosmo.

3 comentários:

Paola disse...

Aqui em casa também temos um desses condomínios, quando os ovinhos eclodem, todo mundo acorda antes do sol raiar, a passarinhada sente fome bem cedinho!

Anônimo disse...

LUMA,VÇ BEM CONHECE ONDE MORO. TÍNHAMOS UM TRONCO BEM NO MEIO DO JARDIM, COLOCÁVAMOS BANANAS E MAIS UM POUCO O TRONCO ESTAVA REPLETO DE PÁSSAROS, AS VEZES ATÉ ME ASSUSTAVA COM AS CORES DE UM PÁSSARO TODO VERMELHO, NÃO ME LEMBRO O NOME AGORA. CHEGUEI A PRESENCIAR MESMO QUE POR SEGUNDOS UM BANDO DE PIRIQUITOS QUE INVADIRAM O MEU JARDIM!!!!TUDO DE BOM!!!!!!

LuMa disse...

Rê, vc mora num paraíso! O legal é que os passarinhos sacam na primeira as casas onde podem visitar sem temor e ainda ganhar uma comidinha. Deveriam proibir pássaros na gaiola, de uma vez por todas!

Paola, a sorte dos passarinhos paulistanos é que "ainda" podem contar com a porção restante da Mata Atlântica, onde se refugiar.