domingo, 7 de março de 2010

Joyce e outros dublinenses


Será o forte vento que desnuda seus campos ou o frio que castiga a terra insular, mas o fato é que qualquer tentativa de descrever a fascinante Irlanda num único post encerraria uma imperdoável profanação à sua cultura.

E o que dizer dos literatos que nasceram neste berço maltratado pela natureza e por divisões políticas e religiosas, reduzidos nestes dois parágrafos e meio em meras ilustrações? A consciência não me permite fazê-lo, mas o tempo e o espaço são estes. Afinal, sua cultura produziu quatro prêmios Nobel de Literatura - William Butler Yeats, George Bernard Shaw, Samuel Beckett e Seamus Heaney - e outros tantos escritores como James Joyce, Oscar Wilde, Jonathan Swift, Bram Stoker, Sean O'Casey ou Oliver St John Gogarty numa imensa lista de nomes universalmente notos e menos notos.

Fica aqui apenas um banalizado registro digital destes últimos dias de inverno.
Estátua de Oscar Wilde no Merrion Square em Dublim, localizada em frente à própria residência, hoje ocupada pela Irish American University.

Ingresso de James Joyce Centre, onde viveu um extravagante professor de dança, Denis J. Maginn (citado como Maginni em Ulisses) que sedia mobiliários do escritor e fotos de personagens reais que o inspiraram nas citações da mesma obra.

Quarto de James Joyce, sempre no centro cultural acima.

Museu de Escritores de Dublim. Desnecessário citar a longa lista irlandesa.


Trinity College, fundado em 1592 por Elizabeth I, onde estudaram Samuel Beckett, Oscar Wilde, James Joyce, Bram Stoker, Jonathan Swift, entre outros.

Mural de grafite-protesto pelos direitos civis em Belfast, Irlanda do Norte. O conflito entre protestantes e católicos continua.


Penhascos de Moher no condado de Clare, na costa atlântica, se estendem por 8 quilômetros, cujo desfiladeiro mais alto mede 214 metros de altura.

Vilarejo de Doolin, no condado de Clare, na costa atlântica.

8 comentários:

Punksauro Nei disse...

Escritor irish eh covardia.

Foi por isso que sumiste?

Fez bem.

LuMa disse...

Nei:
É pra lá de covardia,rs! Acho que é o vento que faz os irlandeses entrarem numa introspecção profunda e produzir tantos escritores. Não faltou um belo pint de Guinness pra mergulhar no ambiente irish. Beijos

Anônimo disse...

Lembro bem de um romance irlandes que li. Lembro muito por causa dos muitos drinks que tomaram no decorrer da historia. Lembro que tomavam drinks na saida para um passeio com casaco e chapeu, durante o passeio e depois do passeio ao tirar o casaco e chapeu.
Se voce nao sabe escrever ou tomar drinks nao more na Irlanda..rsrsr

Anna

LuMa disse...

Anninha:
De fato, foi um tira-e-põe de casaco e chapéu por trocentas vezes no entra-e-sai em pubs. Ah, fui me encontrar com a filha de Ryan de David Lean e passeei com ela de sombrinha nas praias pedregosas e penhascos. Por culpa disso, voltei com o corpo inclinado de tanto vento do sudoeste,rs. Beijinhos

Bloguetto disse...

Morri de inveja. Visitar a terra desses escritores incriveis é uma reverência a eles.Bah!

LuMa disse...

Não acredito, mondiêêê...! Santi aqui no meu cantinho? Que honra, que honra. Vou já abrir um Chianti pra a gente festejar. Sente-se, por favor, Santi. Vou preparar já uns queijinhos pra a gente beliscar, ok? Che onore, mamma mia...

Bloguetto disse...

Esqueci de dizer que foi de uma finesse incrivel você falar de Dublin através de "Retratos", viu?

LuMa disse...

Monamí Santi:
Um lorde de sempre...Cavalheirismo de derreter coração...